Essa é uma das revelações mais impactantes no consultório psiquiátrico.
Muitos pacientes chegam até mim exaustos, após anos trocando de antidepressivos, e sempre com resposta parcial. Alguns relatam que a medicação os deixou mais irritados, ansiosos ou com os pensamentos acelerados.
O que acontece com frequência é um erro de diagnóstico: a pessoa está sendo tratada para depressão unipolar, quando na verdade apresenta o transtorno afetivo bipolar (frequentemente o tipo 2, que é mais difícil de identificar).
No transtorno bipolar, o uso isolado de antidepressivos pode ser como jogar gasolina no fogo. Em vez de melhorar, o quadro desestabiliza. O tratamento correto exige estabilizadores de humor.
A hipomania (a fase “acelerada”) muitas vezes é confundida com “finalmente estou bem e produtivo”, o que atrasa o diagnóstico correto por anos.
Se você já passou por vários tratamentos para depressão sem sucesso, é fundamental uma reavaliação diagnóstica minuciosa.