Dra. Karine Cunha

A patologização da vida – TDAH

Você com certeza já ouviu falar de:
TDAH, TEA, TOC, Bipolaridade, Borderline…

E cada vez mais é comum escutar frases como:
“Tenho TOC com bagunça.”
“Minha misofonia atacou.”
“Preciso resolver meu hiperfoco em organizar listas.”

Muitas dessas falas vêm de pessoas que nunca nem passaram por uma avaliação profissional.

Mas e daí? Eu só falo no meme!

O problema é que a banalização de termos psiquiátricos:

  • Gera desinformação sobre transtornos reais.
  • Prejudica pessoas neurodivergentes.
  • Incentiva o uso inadequado de medicamentos psiquiátricos.

Frases como “quero Venvanse e Ritalina” mostram a busca por soluções rápidas, sem acompanhamento médico adequado.

Nem toda desatenção é TDAH. Nem toda variação de humor é bipolaridade.
A autoidentificação sem embasamento pode atrasar ou até impedir um diagnóstico correto.

A tecnologia ampliou esse fenômeno, mas o acesso à informação também pode ser positivo quando usado da maneira certa.

Se você tem sintomas que impactam sua vida, busque um profissional de saúde mental. Somente um especialista pode avaliar corretamente e indicar o melhor tratamento.