Dra. Karine Cunha

Comportamentos repetitivos como balançar o corpo, repetir palavras ou focar intensamente em um único tema são frequentes no TEA. E muitas vezes, a primeira reação de quem está ao redor é tentar eliminar esse comportamento.

Mas existe algo importante que precisa ser dito: esses comportamentos geralmente têm uma função. Eles são uma forma que o sistema nervoso encontra para se autorregular diante do excesso de estímulos do mundo.

Antes de corrigir, vale perguntar: esse comportamento está causando sofrimento real — ou apenas me incomoda?

O que merece atenção é quando há sofrimento visível para a própria pessoa, prejuízo significativo na rotina ou risco à integridade física. Nesses casos, a avaliação especializada é fundamental.

Compreender antes de corrigir é, em si, uma forma de cuidar.

Se você convive com alguém com TEA e tem dúvidas sobre como agir, busque orientação profissional. Cada pessoa é única e merece um olhar individualizado.